Campo de Valada

Esta é uma terra de campos a perder de vista. Com a sua orla banhada pelo Tejo, o “campo” que aqui é de Valada, também é conhecido por “borda d’água”. Tempos houve, em que este “Campo de Valada”, abrangia toda a zona ribeirinha, desde Santarém até às proximidades de Lisboa.

Uma ilha na Lezíria

Hoje, limita-se a uma região que quase assume formato de ilha. Os rios Tejo e Maior, definem-lhe os contornos, ao correrem paralelos nos quilómetros finais do rio Maior também conhecido por Canal da Azambuja.

Deixe-se levar…

Se escolher visitar a região na primavera, comece por sentir os aromas silvestres que as flores emanam nesta época.

Sobre este belíssimo cenário, as andorinhas que riscam o céu, vão-lhe captar a atenção para os beirados e os pormenores da arquitetura local.

No rio, o anúncio da época estival, é espelhado pelas águas que penteiam as ramas de salgueiro, com o carinho de quem as ama.

Neste retalho de terra, onde a vista alcança o horizonte mais ínfimo, o tempo é um servo dos caprichos da natureza.
Deixe-se levar por eles…

Terra de camponeses e pescadores

As gentes que aqui vivem, são descendentes dos homens e mulheres que moldaram estas terras. São as gentes que através da vala e da bata, enxugaram os terrenos para que fossem viáveis para os cultivos.

“Eu não quero ir ao campo,
que lá faz muito calor;
eu não quero ser campina
que meu bem é pescador.”

São também os descendentes dos que no rio encontraram sustento. Agricultores e pescadores cuja vida nesta lezíria ganhou moldes próprios, onde o Tejo dita as normas.